terça-feira, 27, julho, 2021
InícioNotíciasPor peruca, travesti perde guarda de filho

Por peruca, travesti perde guarda de filho

Publicidade

Bárbara Pastana via as cenas de seu filho adotivo que agora tem sete anos, como uma oportunidade de naturalizar na internet uma configuração familiar ainda bombardeada por preconceitos no Brasil.

Ativista e travesti, ela luta pelos direitos humanos, e é conhecida como “Dama de Ferro do Pará”.

Publicidade

Aos 13 anos foi expulsa de casa e ajudou a estruturar o movimento LGBTQIA + no estado da região Norte. Sofreu muito, mas conseguiu sobreviver a um atentado, superando as estatísticas que pesam sobre os travestis – hoje com 35 – a expectativa média de vida para pessoas transgênero no país.

A cerca de mais ou menos um mês, Bárbara estava em casa na companhia do filho e da mãe, no dia 3 de abril, quando resolveu usar em si uma peruca cujos cabelos volumosos e repicados alcançavam a altura de seus ombros.

Publicidade
Publicidade

 “Eles começaram a rir de mim na hora.”

Com muitas perucas – algumas usadas em edições da Parada do Orgulho LGBT – ela acabou pegando uma e colocou no filho, acreditando que ele fosse continuar rindo com a situação.

Mas o menino chorou… o vídeo acabou sendo postado por ela mesmo nas redes sociais, e na legenda escreveu: “kkk ele fica louco quando quero pentear minhas perucas e uso a cabeça dele como molde kkkkkk”.

Para a mãe, tudo não passou de uma brincadeira, visto que até então, ele ria. Após sua postagem, muitas pessoas começaram a criticá-la e ela foi acusada de querer mudar a orientação sexual do menino.

Uma denúncia foi encaminhada ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar e três dias depois, o menino foi tirado dela. Agora está morando com um tio evangélico, que segundo Bárbara não tem muitas condições.

Ao ver o menino, Bárbara contou: “Ele está magro, largado e não está estudando”, afirma. “A casa onde ele está não oferece estrutura nem para a família que já estava lá.”

Para o defensor público Carlos Eduardo Barros da Silva a separação foi forçada, e a decisão precipitada com motivação transfóbica.

Ambos aguardam agora pela juíza Rubilene Silva Rosário, titular da 1ª Vara da Infância de Belém, definir o futuro do menino.

Janehttps://www.facebook.com/EditoraZip
Nascida em São Paulo, onde moro há 20 anos, trabalho na internet há 8 anos escrevendo artigos sobre diversos nichos, como celebridades, curiosidade, relacionamento, etc. Procuro sempre trazer notícias interessantes, buscando a qualidade e a veracidade. Amo gatos! Contato: [email protected]
- Publicidade -

POSTS RECENTES

COMENTÁRIOS RECENTES